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23 de ago de 2011

YOGA BRAZIL --- DESENVOLVIMENTO DA MENTE DE ILUMINAçÃO

A questão então é: “Como cultivamos e desenvolvemos  a mente da iluminação?”. A chave e a raiz são a grande compaixão. Compaixão aqui se refere a um estado mental que torna completamente insuportável para nós ver o sofrimento de outros seres sencientes.
A maneira de desenvolver isso se dá através da compreensão sobre como nos sentimos com nosso próprio sofrimento. Quando nos tornamos conscientes de nosso próprio sofrimento, temos um desejo espontâneo de nos ver livres dele. Se formos capazes de estender esse sentimento a todos os outros seres — através da compreensão do desejo instintivo comum que todos temos de evitar e superar o sofrimento — então esse estado mental é chamado de “grande compaixão”.
Todos nós temos o potencial de desenvolver esse tipo de compaixão, porque sempre que vemos pessoas sofrendo, especialmente aquelas próximas a nós, imediatamente sentimos empatia por elas, e testemunhamos uma reação espontânea dentro de nossas mentes. Então tudo que temos a fazer é trazer esse potencial para fora, e depois desenvolvê-lo ao ponto em que se torne tão imparcial que possa incluir todos os seres sencientes em seu abraço, tanto faz se são amigos ou inimigos.
Para cultivar essa grande compaixão dentro de nós mesmos, primeiro precisamos desenvolver o que é chamado de bondade amorosa, um sentimento de ligação ou proximidade com todas as criaturas. Essa proximidade e intimidade não deve ser confundida com o tipo de sentimento que normalmente temos em relação às nossas pessoas amadas, que é manchado por apego [...], ego e egoísmo. Ao contrário disso, estamos procurando desenvolver um sentimento de proximidade e afeição em relação a outros seres sencientes, ao refletirmos sobre o fato de que o sofrimento é inerente em sua própria natureza, sobre a impotência da situação deles, e sobre o desejo instintivo que todos eles têm de superar o sofrimento.
Quanto maior a força de nossa bondade amorosa em relação aos outros seres, maior a força de nossa compaixão. E quanto maior a força de nossa compaixão, mais fácil será para nós desenvolver um senso de responsabilidade e tomarmos para nós a tarefa de trabalhar pelos outros. Quanto maior esse senso de responsabilidade, mais sucesso teremos em desenvolver a iluminação para o benefício de todos.

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