Estatística

24 de jun de 2011

YOGA BRAZIL --- PARA QUE GRITAR?


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos :

"Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas ?" "Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.
"Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado ?", questionou novamente o pensador.
"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar :
"Então não é possível falar-lhe em voz baixa ?"
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu :

"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido ?"

O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas ?
Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê ?
Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo :
"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".

23 de jun de 2011

YOGA BRAZIL--- A MULHER BELA E RICA E SUA IRMÃ FEIA E POBRE

Certa vez, uma mulher bela e bem trajada visitou uma casa. O dono da casa lhe perguntou quem era e ela respondeu que era a deusa da fortuna. Mais que depressa o dono da casa acolheu respeitosamente essa mulher bela e rica e a tratou muito bem.

Logo depois, uma mulher feia e pobremente vestida bateu à mesma porta. O dono da casa perguntou-lhe quem era e a mulher lhe respondeu que ela era a deusa da pobreza. O dono da casa, assustado, tentou por a mulher feia e pobre para fora de casa, mas ela recusou-se a sair, dizendo: "A deusa da riqueza é minha irmã. Há um acordo tácito entre nós, segundo o qual nunca devemos viver separadamente; se você me enxotar, ela irá comigo."

Era a pura verdade. Assim que a horrenda mulher saiu, a outra, bela e rica, desapareceu.

O nascimento acompanha a morte. A fortuna acompanha o infortúnio. As más coisas seguem as boas coisas. Os seres humanos deveriam compreender isso. Os tolos temem o infortúnio e lutam para conseguir a felicidade, mas aqueles que buscam a iluminação devem transcender a ambos e estar livres de todos os apegos mundanos.

21 de jun de 2011

YOGA BRAZIL --- ATENÇÃO PLENA


Só quando a liberdade se une à disciplina há a verdadeira liberdade!
                                                         NAMASTÊ!

20 de jun de 2011

YOGA BRAZIL --- PARÁBOLA DA VACA



Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, 3 filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.
- O senhor vê aquela vaca ? - disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo :
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo.
o discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre ! Como pode ser tão ingrato ? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem !
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem :
- Vá lá e empurre a vaquinha.
Indignado porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família, pedir desculpas.
ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importando, antena parabólica. Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora.
Devem estar mendigando na rua, pensou o discípulo.
Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá
- Claro que sei. Você está olhando para ela.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse :
- Mas o que aconteceu ? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo ?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu :
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.
Moral da história : às vezes é preciso perder para ganhar mais adiante. É com a adversidade que exercitamos nossa criatividade e criamos soluções para os problemas da vida. Muitas vezes é preciso sair da acomodação, criar novas idéias e trabalhar com amor e determinação

19 de jun de 2011

YOGA BRAZIL --- O CULTIVO DA PACIÊNCIA


Cultivar a paciência.
Primeiro, devemos aprender as técnicas para lidar com a raiva. Depois,
praticá-las em nossas meditações. Isto ajuda a aumentar a nossa
familiaridade e ter confiança nessas novas maneiras de perceber as coisas.
Ao praticar estas técnicas em um ambiente pacífico - sentados em nossas
almofadas de meditação - construiremos um repertório de meios alternativos
de percepção de situações que normalmente nos deixam com raiva.

É importante treinarmos essas técnicas quando não estamos com raiva. É como
aprender a dirigir. Não vamos direto à auto-estrada no nosso primeiro dia na
auto-escola, porque estamos despreparados e sem habilidade. Ao invés disto,
dirigimos ao redor do estacionamento para ficarmos familiarizados com o
acelerador, os freios e o volante. Praticando inicialmente num ambiente
seguro, seremos capazes de lidar com o carro em situações mais perigosas no
futuro.

De maneira semelhante, primeiro praticamos a paciência quando não estamos
numa situação de conflito. Fazemos isto através de lembranças de
experiências anteriores - situações em que explodimos de raiva, ou eventos
que até agora nos deixa hostis ou magoados só em lembrá-los. Depois,
aplicamos as técnicas: repassamos um vídeo mental do evento, mas tentamos
pensar nele de maneira diferente. Ao rever a situação com uma nova
perspectiva, a raiva diminui. Então poderemos também antever a nós mesmos
respondendo ao outro de maneira diferente.

Fazer isto não só nos ajuda a dissolver mágoas e rancores passados, mas
também nos familiariza com as técnicas que podemos aplicar em situações
semelhantes no futuro. Então, sempre que uma situação ocorrer em nossas
vidas, e sentirmos nossa raiva surgir, podemos selecionar uma técnica e
aplicá-la.

Às vezes, é difícil dissolver nossa raiva mesmo quando estamos num ambiente
pacífico, porque ficamos presos nas armadilhas de nossas emoções e conceitos
equivocados do passado. Mas se aos poucos aprendermos a subjugá-los, então
quando formos ao trabalho, à escola ou às reuniões familiares, teremos boas
chances de trabalhar a nossa raiva quando ela surgir. Com uma prática
constante, seremos até capazes de evitar que a raiva sequer surja.

Subjugar a raiva é um processo lento e firme. Ao ouvir uma ou duas coisas
hoje, não espere que sua raiva se vá para sempre a partir de amanhã. Reagir
com raiva é um mau hábito profundamente enraizado, e como todos os maus
hábitos, leva tempo para ser removido. Temos de nos esforçar para
desenvolvermos a paciência.
" PRECISAMOS SER PACIENTES CONOSCO MESMO, PARA APRENDERMOS A SER PACIENTE COM OS OUTROS ".